
segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Pelado no Chile

domingo, 9 de Agosto de 2009
Matri Fran y Seba
sábado, 8 de Agosto de 2009
Año Nuevo - El 2009

terça-feira, 4 de Agosto de 2009
DE VOLTA AO CHILE - ESTE BLOG SE REACTIVA!!!!!!
O Copo de Toddy
Uma viagem sempre nos leva – corpo físico, percepção, espírito – a novos lugares. Digo “lugares” em seu sentido mais amplo: estímulos originais aos se
ntidos, insights introspectivos, conexão com a natureza, contatos humanos, além de muitos rastros deslumbrantes ou deprimentes da presença civilizatória. E uma viagem com a extensão da que fizemos foi muito intensa neste sentido.
A imagem que fica é a de um copo de leite com Toddy, bem cheio de Toddy igual a vó Mayard gosta de fazer. O Toddy é teimoso, daqueles que não dissolve. Mexe, remexe, mas persistem os restos de chocolate em pó, para a alegria dos que gostam de comê-lo e para a tristeza dos que gostam de uma ‘solução homogênea’, ou seja, bem misturadinho. Qualquer que seja o jeito, se parar de mexer e deixar por muito tempo, as partículas voltam a se separar, decantando no fundo do copo o chocolate, restando à superfície o leite.
A minha impressão é que todos temos o Toddy no fundo do copo, que a cada pequena ou grande emoção – paixão, nascimento, morte, superação, insight e, evidentemente, viagem – remexe o copo, misturando, na marra, mas não dissolvendo. O que torna a coisa sempre meio mexida, meio parada. Indiscernível talvez, mas não indissociável.
O nosso silêncio foi, nesse sentido, meio que um intento atrapalhado de purificar o leite, isolar o Toddy, observar as duas camadas: leite e pó de chocolate. Parar de falar ao deus dará e escutar um pouco o que vem de dentro, pensar na vida, pensar no futuro, passado, presente, presente, presente. Hora de cultivar o novo e o velho do Chile, aprender a apreciar a beleza e conviver com as mazelas do novo lar.
Foi um processo delicado e muitas vezes solitário, ensimesmado e ensimesmante de uma vez. Muita mudança em curso e certas coisas da vida não esperam terminar a digestão, que nem piscina com churrasco em dia de sol.
Então o leite parou. O Toddy desceu.
Desconectar de nossas raízes me pareceu e parece ainda um passo fundamental na busca da raiz mais íntima, pessoal e autêntica. Em particular para mim que saí de meu ninho. Para a Maca é voltar ao ninho antigo enfrentando a expectativa daquela menina que foi importada pro Brasil em 2001. Afinal a constante busca pela certeza da integridade indissociável do indivíduo em face à fragmentação do ego movido por estímulos externos (sociais) pode ser possível de muitas maneiras, mas seguramente uma certa distância catalisa o processo.
Agora é hora de bater no liquidificador. E servir a todos os queridos.
(Versión en Castellano)
El vaso de Cola-Cao
Un viaje nos lleva siempre – cuerpo físico, percepción, espíritu – hacia nuevos lugares. Quiero decir, “lugares” en su más amplio sentido: estímulos originales para los sentidos, insights introspectivos, conexión con la naturaleza, contacto humano, además de muchos rastros deslumbrantes o deprimentes de la presencia civilizatória. Y un viaje con la extensión del que hicimos fui muy intenso en este sentido.
Nuestro silencio fue, en ese sentido, algo así como un inteto atarantado de purificar la leche, aislar el Cola-Cao, observar las dos capas: leche y chocolate en polvo. Parar de predicar y escuchar un poço lo que viene de dentro, pensar en la vida, pensar en el futuro, pasado, presente, presente, presente. Hora de cultivar lo nuevo y lo viejo de Chile, aprender a apreciar la belleza y convivir con las malezas del nuevo hogar.
Así, la leche paró. Y el Cola-Cao bajó.
Desconectarnos de nuestras raíces me pareció y aún parece un paso fundamental en la búsqueda de la raiz más íntima, personal y auténtica. En particular para mí, que salí de mi nido. Para la Maca es volver al nido antiguo, enfrentando la espectativa de aquella chiquilla que fue importada para Brasil en el 2001. Al final, la constante búsqueda por la seguridad de la integridad indisociable del individuo frente a la fragmentación del ego movido por estímulos externos (sociales), puede ser posible de muchas maneras, pero de seguro una cierta distancia catalisa el proceso.
Ahora es la hora de que se mezcle la licuadora. Y servirle a todos los queridos.

























A Flor Mais Bonita do Mundo*
Todo mundo devia, antes de correr, alongar.
Todo mundo podia, antes de querer, precisar.
Todo mundo podia, antes de cantar, ouvir.
quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Europa, el tur de los amigos y destino final
", quisimos ir volviendo poco a poco "occidentalizándo
nos" y dejándonos querer por caras amigas en Europa, destino final antes de la vuelta a Brasil. Ya agotados, decidimos sólo parar en lugares donde nos regalonearan y optamos también por disminuir el ritmo, escogiendo un circuito más cotidiano que turístico en cada ciudad y disfrutando de varias mañanas y tardes de "casa".
la payasada continúa
Suiza
en el Rhin
paseo por el bosque en Stuttgart
Paulaner!!!! mmmm!!!
un poquito más de Suiza
Stephan y Susanne
en el dpto
Recorrimos Bruselas, ciudad tranquila y llena de chocolates y cervecerías y fuimos también a Brujas, lugar de cuentos y de souvenirs.
Sagrada Familia impresionante
con las chiquillas
Isa
flamenco bonito
Flora
Me encontré con More nuevamente, él venía de las afueras de Madrid. Nos fuimos derechito a la casa de Juanfran (amigo genial de CISV), Miriam (nuestra gallega guapa) y Teo (que estaba casi saliendo de la guata!!!) amigos chileno-españoles. Nos instalamos y pasamos momentos regalones, golosos, de vitrineo, música, cariño y espectativa por el retoñito en camino, además de haber conocido el Moralzarzal, la casita donde los chiquillos van a vivir a las afueras de Madrid y donde pasamos una tarde rica con los papás de Juanfran que estaban de visita.
En Madrid también vimos a la Berni, amiga mía de la universidad en Chile, y tuvimos un encuentro fugaz y lindo con la Consuelo (amiga del colegio en Chile) en el aeropuerto de Madrid.
encuentro con la Coni!!!
una "Zapatilla", delicatesen del barrio Lavapiés!!!
la bienvenida
La última parada fue Lisboa, tierras bonitas donde nos encontramos con Tiago, compañero de universidad del More en Brasil, la Julita que es como mi hermana y Howard un nuevo amigo.
Lisboa fue intenso, de largas caminatas perdiéndonos por las callecitas antiguas de la ciudad a noches de Fado maravilloso, pasteles de Belén, bacalao, mariscos y paisajes marinos. Ya en el fin no queríamos que llegara el fin, ni mucho menos en un lugar tan lindo y con tan buena compañía, pero bueno, sólo puedo decir que fue una última parada perfecta.
Paseando por Sintra
Quinta da Regaleira
Lisboa
el castillo
Lisboa
Música: India, Zanzíbar (Tanzania), Fado (Lisboa), España, la música del congo por toda África
Para vivir ahí: Bankok, Berlín, Madrid, Lisboa
Animales: Namibia, Botswana
Fe: Tibet, India
Olores: Katmandú, Bankok
Dolor: Angola, India
Desconocido: Tibet
Soledad: Namibia
Arte: Nepal
Intensidad: Vietnam, India
Templos: Laos, Tailandia
Atardeceres: Namibia, Kilimanjaro (Tanzania)
Gente: Madagascar
Ritmo: Zambia
Cielo: Tibet
Pasado: Camboya
Ríos: Laos
Playa: Zanzíbar, Tailandia
Amaneceres: Muine (Vietnam), Kilimanjaro
Comida: Vietnam, Tailandia
Laberintos: Alfama (Lisboa), Stonetown (Zanzíbar), Kathmandú (Nepal)
Mar: Surin Islands (Tailandia)
Fiestas: Sambatra (Madagascar), Nyepi (Bali)
Ciudades: Luang Prabang (Laos), Lisboa, Ubud (Bali)
Filosofía de vida: budismo
terça-feira, 3 de Junho de 2008
Viajar Também é Ficar Parado
Quando viajamos é natural o espírito inquieto tomar conta do corpo e a gente logo se vê sinonimando conhecer com percorrer.
Ali na Praça do Comércio, no entanto, sem mexer mais que os olhos - por vezes inclusive fechando-os para ouvir melhor a cornucópia de sons de um centro urbano - a cidade passa à minha volta como um documentário: o ocupado passando apressado como bom biznezman de banco ou qual outro disfarce pro estresse; o bonde chacoalhando velhinhos que já não dão mais para o sobe e desce da cidade das sete colinas; um estranho par de garis de boina que presumo ser o auge da elegância lusa ou apenas uma performance de artistas de rua; e do outro lado da rua outro par, desta vez de turistas brasileiras, tirando fotos, fazendo caretas e falando besteira, coisa que imediatamente me faz concluir "merda... como somos ridículos os turistas".
O fato é que, quando a gente pára, o resto das gentes pode dizer muita coisa. É uma maneira pacata de perceber a dinâmica de cidades que, quer você pare ou não, não param.
Deixando o corpo descansar, a cabeça segue viagem só, adivinhando aonde vai cada que passa, brincando com a memória acumulada, criando metáforas para dar conta de cada novidade percebida, metabolizando histórias pra exagerar aos amigos no bar ou aos netos na sobremesa.
Pois, viajar, também é ficar parado.
Viajar Também é Não Conhecer Nada
Sempre falei mal de Resort. Acho, no entanto, que não compreendia muito bem a amplitude da doença encapsulada neste fenômeno nem tão recente do turismo de consumo.
Todo mundo que vai a um dos tais resorts justifica-se dizendo que 'não quer fazer nada', tem que 'descansar', aproveitar as férias para 'carregar as pilhas' e/ou alega faltar tempo para fazer uma viagem mais elaborada, longa ou livre. Alguém já parou para pensar o quanto isso é estranho?? Quer dizer: justamente o precioso tempo que o cara pode dispôr da maneira que bem entender - suas férias - ele toma para justamente preparar-se para voltar a um cotidiano fastidiante que o esgota de forma que justamente o momento que pode fazer o que quer - suas férias - ele precisa dedicar a 'não fazer nada', 'carregar as pilhas' e otras cositas más.
O cotidiano - trabalho, trânsito, questões familiares, balada, time de futebol - não pode sugar as energias de forma que não sobre energia produtiva ou criativa para nosso tempo livre. Afinal, esse tempo livre é ou não é o nosso tempo mais nobre?
E lá vai o turistão comprar um dos famosos pacotes em lugares vendidos como paradisíacos mas que, em realidade, pouco importam, pois o que realmente importa é que, em todos eles, haverá um exclusivo resort com um exclusivo SPA ao lado do exclusivo campo de golfe. Para restaurar o apetite destreinado de fast-food de almoços de cinco minutos, cinco restaurantes - um obrigatoriamente tem que ser japonês ou tailandês - com menus exclusivos. E, para completar, um quarto exclusivo com varanda, ar-condicionado e TV a cabo, mais um monte de garcom para servir o cansadão, uma piscina com alguma forma original, igualmente exclusiva, para quem tem preguiça de caminhar 13 metros até a praia exclusiva - que, até 5 anos atrás, era uma nada exclusiva vila de pescadores, que agora trabalham na limpeza do... er.. como é que fala mesmo, seu moço? "Rizorte"?
Então o turistão sai do cotidiano para viver o mesmo cotidiano sem surpresas, em ambiente controlado, apenas com uma nova praia ou um alpe suiço como cenário. Evidentemente o staff exclusivo irá preparar exclusivas exibições de shows étnicos de dança, música, exposições de arte, ou esportes náuticos, jantares e passeio de carroça ou dromedário para que o turistão experimente algo da tal da 'cultura local', tire suas fotos de praxe e volte achando que conheceu alguma coisa nova.
Conheceu nada. Experimentou.
Esta é uma diferença fundamental. É, talvez, a mesma diferença entre passear na floresta amazônica ou no Jardim Botânico; testemunhar um tigre caçando de cima do elefante ou passear no zoológico; ir ao aquário municipal de Bangkok ou mergulhar em Richelieu Rock.
Como diz-se do profeta, o turista tem que se perguntar se é daqueles que vai até a montanha ou prefere a montanha que vem até si. Uma coisa é certa: são montanhas diferentes.





