domingo, 13 de abril de 2008
A Chuva
Belém gosta de chover bonito.
Em Manaus, a gente se encontra antes ou depois da chuva.
No verão, em Santiago, não tem antes nem depois da chuva.
N' Angola a chuva já não molha o povo sofrido.
No Camboja a chuva desata o choro contido.
Na Índia a chuva arrasta a bosta de vaca.
Na Tailândia a chuva ajuda o turista a curar a ressaca.
No Nepal a chuva provoca avalanche.
No morro em Angola acaba em desmanche.
Na Namíbia, sem chuva, o elefante acalora.
Lá no 'Kili', choveu, não choveu, vam' embora.
Em Zanzibar a chuva espanta o turista.
Em Ubatuba a chuva faz parte da vista.
No Madagascar são as árvores que choram.
No sertão pra chover é que as gentes oram.
No Laos, após a chuva, os mosquitos saem para passear.
No Laos, após a chuva, as pessoas saem para passear.
Para uns o cinza da chuva deprime.
Para outros o molhado da água reprime.
No escritório a chuva é indiferente.
No campo a chuva é a alegria da gente.
Na praia a chuva atrapalha o passeio.
No ponto de ônibus a chuva te pega de esgueio.
A chuva embaça pro mergulhador.
A chuva afasta ao ciclista o calor.
A chuva que foi me ajudou a dormir.
A chuva que foi fez cigarra trinir.
A chuva que vai inspirou o escritor.
A chuva que vem molha o computador. Fim.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
10 Commandments for Crazy Kudus and Wild Dogs on the road to Vic Falls
2) You shall taste wildlife (game), but not the Crazy Kudus
3) You shall listen to wildlife (game), but not only to Nicole's artificial or Mike's natural Hippo callers
4) You shall see wildlife (game), but not only Kangaroo-Monkey-Tiger-Squirrels on steroids
5) You shall drink fresh squeezed elephant poops, as long as you share with your colleagues
6) You shall touch crocodiles, but must first kiss your hand goodbye
7) You shall have serious conversations with your safari colleagues for as long as there is no beer or wine on the table
8) You shall smell all sorts of wildlife scents outside the car window, but not inside - particularlly after dining beans salad
9) You shall take as many showers as you want as long as you are not actually "clean"
10) Victoria shall Falls, as long as not on top of us
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Namibia la revancha, Botswana y Zambia



Cuando pensábamos que llegaba el fin de Namibia para partir a Botswana, averiguamos que la ruta que queríamos hacer era imposible, por la falta de transporte (no hay gente sufiente en estos países para llenar un bus)..., enloquecimos testarudamente intentando llegar a una solución. Tres buses eran necesarios para hacer un recorrido de diez horas con el riesgo de tener que esperar 12 horas bajo el sol del Kalahari en un cruce desolado si perdíamos la conexión, lo que es probable en África, entonces, optamos por un camping-tur lleno de gringos que resultó divertidísimo y con muchas aventuras.
Salimos el 9 de septiembre de Windhoek en nuestra van, los integrantes del equipo: nuestros divertidos y eficientes guías Tiaan y Jako de Namibia, una pareja de ingleses muy parecidos con nosotros Sara y Mike, dos señoras inglesas cariñosísimas Jean y Linda, una estadounidense muy piola Nicole y una alemana tiernísima, Johana, que en el medio de todas las patas sucias, no sé cómo, estaba siempre impecable.
Durante ocho días recorrimos distancias enormes y pasamos por paisajes increíbles durmiendo en nuestras carpas en excelentes campings en el medio de la naturaleza.
El itinerario empezó en el Delta de Okawango al norte de Botswana. El río nace en Angola siguiendo por el norte de Namibia en el Caprivi Strip y entra en Botswana donde el agua se esparce y finalmente, después de kilómetros, desaparece en el desierto de Kalahari. Estuvimos dos días en el delta e hicimos un paseo en "mokoro", una canoa finísima (para dos personas y el "capitán") perfecta para recorrer los recobecos del delta y ver la naturaleza. Estas canoas al menor movimiento se mueven un montón, parece que uno de fuera a caer (da miedo porque hay cocodrilos), pero no pasa nada, los capitanes son unos artistas del equilibrio de pie en las canoas.
De Botswana volvimos a Namibia en el norte en el Caprivi Strip, vimos varios hipopótamos, cocodrilos, elefantes y varios antilopes y monos.
Seguimos en Namibia y visitamos una aldea típica, que aunque fuera para los turistas, fue una experiencia interesantísima. Las personas cantaron y bailaron y nos mostraron cómo viven.
Volvimos a Botswana, en el norte, pero esta vez al este y fuimos al parque nacional Chobe, recorrimos los ríos en barco viendo un montón de animales y una puesta de sol increíble, como todas las puestas de sol y amaneceres hasta ahora en África.
Terminamos nuestro safari en Zambia, Livingstone, al sur del país para conocer las "Victoria falls", lamentablemente estaban un poco vacías, pero igual pudimos disfrutar de lo bonito del lugar.
Fue un viaje memorable, la compañía estuvo de lujo, todos muy simpáticos y conversadores. También celebramos el cumpleaños del More (el 14 de septiembre para quien quiere saludarlo todavia), en una de nuestras fogatas nocturnas después de la comida, todos nuestros nuevos amigos extranjeros le cantaron, con el mayor de los esfuerzos y con torpedo en mano el cumpleabos en portugués, fue genial!!!!!!
En este momento estamos en Lusaka, la capital de Zambia, esperando nuestro tren que sale el viernes en dirección a Dar es Salaam en Tanzania. Estamos fascinados con la simpatía de las personas por aqu'i, pero a la espera, porque en Lusaka no hay mucho que hacer, así es que estamos descansando y cargando energías para seguir.
Las próximas aventuras serán contadas desde Tanzania, después de un largo viaje en tren y de estar instalados después de Dar es Salaam en una isla de influencia árabe que se llama Zanzíbar.
Besos zambianos para todos!!!!! y para los chilenos un feliz dieciocho!!!!! (festas da independencia no Chile)
Maca
PS: For all the "wild dogs", it was totally a pleasure to share those wonderfull 8 days with you all. We hope that you had a safe journey back.
We are pretty sure that we will find the "tiger" in Madagascar...!!!!!
Marcelo is absolutely positive about Namibia's winning the rugby world cup!!!!
AND
Yesterday night Marcelo won 5 extra points because he set up the mosquito net alone! But just after that he lost 10 points because he didn't let me win my first chess match against him...
A big hug for everyone and we hope that you all improve your Spanish and Portuguese reading this blog (the happy birthday was a good start!!).
domingo, 16 de setembro de 2007
Stanleys
Aproveitando a história dos nomes (leia antes os posts passados Angola e Cabelinho Branco), pensei, enquanto matava a saudade da bossa-nova com João Gilberto acompanhado por Stan Getz, que três dos principais artistas do século XX que me agradam se chamam
O único problema, pensei, após o costume recém-adquirido em Angola, é dar um jeito para a Maca parir no Bar do Cidão numa sexta-feira, quando o divertido e talentoso clarinetista - este sim brasileiríssimo - Stanley interpreta clássicos do choro e sapeca vez por outra um delicioso samba de breque.
Cabelinho Branco
Em Angola, como a Maca citou, descobrimos que os nativos desenvolveram, não sabemos desde quando, o estranho hábito de nomear o filho com o que der na telha ou a primeira coisa que vir no ato do nascimento. Assim nos foram apresentados Faz-Tudo, Menininha, Quarenta, Quarta-feira. Gostei.
sábado, 8 de setembro de 2007
mButu II: A Metamorfose...
Mas no pacote tem mais. Os sentidos aguçados da menina localizam cada figura camuflada na paisagem do parque, seja um enorme elefante, girafa ou leão ou um pequenino esquilo ou furão. Os movimentos, os sons, os cheiros bons, não apenas os maus, ficam mais evidentes ao lado dela.
Sem grandes câmeras com teleobjetivas, binóculos de mil dólares ou guias locais, mas munidos de nariz, ouvidos e olhos de Maca, fomos ao parque Etosha, um dos maiores do mundo passear ao lado de animais selvagens nativos do lugar. Observamos, logo de cara, uma família de 15 leões (não errei na digitação não, é 10 mais 5 igual a 15 mesmo!!) entre macho, fêmeas e pequeninos. Vimos hordas de animais buscando água, bem como pequenos furões, esquilos, uma hiena, diversos tipos de cervos/veados/antílopes. Presenciamos grupos de elefantes se banhando com seus serelepes filhotes miniatura e ouvimos o som dos milhões de pássaros celebrando os escassos e pequenos "water holes" na primeira manhã do dia. Vimos também um leão e duas companheiras com a boca toda babada de sangue, logo após seu almoço, um grande veado chamado Kudu. Em seguida assistimos a um rinoceronte atravessando a rua na nossa frente com cara de poucos amigos enquanto engatávamos atrapalhadamente a marcha-ré com a mão esquerda no carro inglês. Babuínos, gazelas e girafas fizeram nossa alegria na estrada, até que chegamos, 3600km mais tarde, de volta na capital para descansar e curtir as novas memórias.
Foi então que, enquanto cozinhávamos, a vista da Maca detectou mButu II: a barata que virou ratazana. Pra completar o álbum de fotos.
Himbas, Dembas y la barba del More
Los ni~nos Himbas enloquecieron con la barba del More!!
A África Seminua
Voltando à cabra fria, a manhã de hoje nos brindou com uma visita a uma aldeia Himba guiada por um rapaz deste povo que trabalha na pousada em que estamos e que nem inglês fala direito (Fá, me senti igualzinho nas aulas de chinês!). Levamos comidas básicas em vez de dinheiro para oferecer a eles para garantir nossas boas-vindas e fomos muito bem recebidos de fato. O que rolou, surpreendentemente, foi aquilo que podemos chamar propriamente de interação, já que ora nós perguntávamos por que eles se pintavam, ora eles perguntavam por que nós não tínhamos filhos ainda, ora nós perguntávamos o que era o sagrado, eles perguntavam de onde vínhamos, e assim foi. Logo ensaiei um futebol com bola de meia com um par de garotos - sem dúvida o futebol brasileiro continua sendo o melhor embaixador -, pedimos a eles umas fotos de recordação, mas acabamos levando mesmo na bagagem impressões muito fortes e vivas da vida na aldeia. Me assombra que eu nunca tenha tido o mesmo ímpeto dentro de meu país.
Da experiência mais "raiz" fomos a um pequeno restaurante - tipo um bistrô, na realidade - que era a única opção de comida na cidade. Convidamos nosso guia, que ao longo da conversa contou que na pousada pagavam 30 dólares mensais para ele - e este país não é nada barato, com este dinheiro ele consegue almoçar e jantar macarrão sem molho. E só. Ele ficou super sem-graça de entrar no restaurante, nós insistimos. Pedimos carne grande e três pratos, compartilhamos. As garçonetes e os clientes ao lado começaram a olhar feio e sentimos como o preconceito social existe em qualquer escala de riqueza ou pobreza. E Josep, nosso amigo, com a camiseta com enfáticas letras em negrito clamando "NO TO RACISM", comia delicadamente um bife com as mãos. Ao ver que nós usávamos garfo e faca, se envergonhou e quis nos imitar, claramente desacostumado com estes apetrechos. Então pegamos o bife com a mão - para o desespero da dona sul-africana e das garçonetes frescas - e comemos como ele. Lhe disse: "Josep, no money can buy your dignity", alto e claro.
Por fim, no baixar do sol, Maca e eu fomos ver a paisagem em um hotel no alto do morro, um empreendimento de alto luxo com piscina, arquitetura de alto padrão, um chope de primeira e, claro, atendentes todos negros sorridentes e clientes brancos como camiseta de comercial de sabão em pó - ou como a barriga do Grauss, para aqueles que tiveram a infelicidade de testemunhar.
Três tempos e três Áfricas que indicam bem o que temos visto: os colonos e ex-colonos que dominam a economia e mantém uma vida paralela à da vasta população negra; a clara liderança econômica da África do Sul sobre o sul da África; a tensão evidente porém não necessariamente violenta entre negros e brancos - depende do país e do momento; a intolerância com a diferença sendo obrigada a conviver com a geopolítica imposta pelos colonos.
Vimos, em um dia, a África dos nativos, negra, orgulhosa, de poucos recursos, sem ressentimento, linda, risonha; a África dos contrastes, diferenças sociais, étnicas, culturais, linguísticas; e a África dos brancos, marginais, não obstante nababos, tomando martini e vendo o por do sol na piscina, no alto do morro, estrategicamente virados para a paisagem do lado oposto, onde não há cidade, não há pobreza, não há negros, exceto na hora de reclamar a cerveja.
Namibia Parte II, continuaci'on...
Antes de llegar a África, imaginaba un lugar de "cuarto mundo", pero ahí estaba la sorpresa de Namibia, amable, impecable y seguro y donde los viajeros pueden disfrutar al máximo de una naturaleza salvaje linda.
A fines del siglo XIX Nambia se tornó colonia alemana, hubieron rebeliones por parte de fuertes tribus del país, pero terminaron en grandes matanzas de los "nativos". Tiempo después, cuando terminó la I guerra mundial, se pasó el mandato de Namibia para Sudáfrica anexándolo a su territorio quedando la mayoría de las tierras en manos de los blancos y los nativos confinados en reservas. Nació un sentimiento de nacionalismo fuerte. Finalmente, tan solo quince años atrás, por vía democratica, Namibia se trasnformó en un país independiente.
Por causa de esta historia, las culturas se mezclan increíblemente en este lugar; África negra con sus culturas (owambo, kavango, herero, himba, damara, nama, basters, caprivianos), alemanes y una fuerte influencia sudafricana (el idioma oficial es el inglés, a pesar de que se escuchan las lenguas africanas y el alem'an en todas partes).
Namibia es un país inmenso, con sólo 1.800.000 habitantes. Al recorrerlo, pasan kilómetros y kilómetros de paisaje desértico sin ver ni un alma. Uno mira en el mapa varios puntos que parecen ciudades, pero muchas veces no son más que un puñado de casas polvorientas en el medio de la soledad.
Después fuuimos hacia; el interior, vimos las primeras cebras de la montaña y dormimos en un camping en el medio de la nada, donde en el amanecer aparecieron dos elefantes del desierto, lindos, comían tranquilamente de los árboles.
Seguimos después hasta Twyfelfountain, un lugar de arte rupestre muy especial, todo inspirado en la naturaleza.
Llegamos hasta el norte de Namibia donde la cultura nativa es muy fuerte. Nos encontramos con tribus Herero, Himbas y Dembas. Fue impresionante, me sentía en otro planeta, ajena al máximo, pero curiosa, observando este mundo desconocido de hombres y mujeres semidesnudos hablando en dialectos irreconocibles y sobreviviendo a la secura del lugar. Ahí sí que éramos la minoría ,en un lugar donde no sabíamos muy bien cómo comportarnos. Fue una experiencia increíble, pero muy surreal, todavía la estamos digiriendo.
Seguimos hasta el parque nacional Etosha, escuchamos un coro africano maravilloso, comimos antílope y venados y nos topamos con todos los animales que hasta ahora sólo habíamos conocido en el zoológico y vimos, cómo en un lugar tan inóspito y seco, la naturaleza es perfecta.
En este momento estamos en Windhoek, la capital, mañana partimos con un grupo en safari-camping al delta de Okawango en Botswana y seguimos hasta el norte de Nambia a un sector que se llama Caprivi Strip, volvemos a Botswana al parque nacional Chobi y después a Zambia para ver las "Victoria Falls". Imagino que mandaremos noticias de nuevo sólo en Lusaka, la capital de Zambia.
Estamos felices, tranquilos y ansiosos de seguir conociendo más y más y más.
Gracias por todos los recados cariñosos que nos han dejado en el blog y por los mails también.
pd: Elaine, ahí van las fotos de jirafas!
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Segundos Primeiros Bichos
Acordamos e tomamos novo onibus para a cidade com o plano mirabolante de alugar um carro guerreiro para explorar o pais, ja que o transporte publico nao é o principal atrativo da Namíbia. Neste entediante onibus rumo à capital Windhoek (nome nem tão sensacional), eis que pensamos, ao ver as placas de veados e javalis cruzando a pista, será que agora veremos algo que presta? Alguns minutos depois veio a resposta e não foi javali nem a gazelinha das placas da pista - depois descubrimos que há placas até de elefante cruzando a pista!. Foi uma suprema, majestosa, foi uma tímida mas nem tão discreta... Girafa! :-)
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Celebrando... o que?
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Namibia parte 1
Aqu'i va s'olo un adelanto de lo que ha sido Namibia hasta ahora.
Cruzamos la frontera de Angola hasta Namibia por tierra hasta una ciudad que se llama Tsumeb, para despu'es seguir hasta la capital Windhoek donde arrendamos nuestro autito que nos ha llevado a lugares lindos, desde Sossusvlei, un desierto de dunas maravilloso, hasta Swakopmund, una tranqula ciudad en la costa. Hemos visto en el desierto varios animales: jirafas, varios javal'ies (como el del rey Le'on), monos, gacelas, ant'ilopes, kudus y muuuchas avestruces, que son las verdaderas reinas del desierto, elegant'isimas!!. Y hoy hicimos un paseo a una ciudad que se llama Walvis Bay y vimos varios flamencos.
Ma~nana seguimos viaje, despu'es les contamos m'as sobre este pa'is maravilloso!!
Maca